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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Análise das polls - Vencedores do Open da Austrália

 

 

Com algum atraso, apresento, abaixo, os resultados das votações realizadas sobre os possíveis vencedores das provas masculina e feminina do Open da Austrália.

 

 

 

 

O primeiro facto a merecer destaque é, sem dúvida, o igual número de votos nas duas polls. Depois do ocorrido aquando do US Open do ano passado, procurei seguir a sugestão de uma leitora atenta (no mesmo post) e alterei a ordem das votações, pondo por cima a relativa ao torneio feminino. O resultado está à vista, atestando a excelência da observação feita. Obrigado.

 

Começando pelo resultado da votação referente ao torneio masculino, é de destacar a natural elevada percentagem dos votos recolhidos por Roger Federer. O suíço era, sem dúvida, o grande favorito à vitória final, mas acabou por não estar à altura de um Novak Djokovic em grande forma. O sérvio não era, de todo, a minha aposta, até porque assinou exibições pouco convincentes durante a Hopman Cup, mas, com o decorrer da prova, cedo se percebeu que poderia constituir uma séria ameaça às pretensões de, sobretudo, Federer e Nadal. Assim foi.

Por último, uma nota para Nadal: o espanhol foi travado, nas meias-finais, por um Jo-Wilfried Tsonga em estado de graça, mas é de saudar a sua constante progressão em terras australianas. Superou a sua melhor performance (quartos-de-final, em 2007) e isso, conjugado com o retrocesso de Roger Federer, permitiu-lhe aproximar-se do suíço no ranking mundial e animar uma luta que nunca existiu verdadeiramente.

 

Passando à votação feminina, registe-se um fenómeno semelhante ao ocorrido com a masculina: a percentagem dos votos de Justine Henin. Também a belga era clara favorita à vitória final, mas acabou por ser Maria Sharapova a arrebatar o ceptro.

A russa ficou de fora do leque de opções, enquadrando-se na opção "Outra". Terão sido por/para ela todos os 15 votos? Nunca saberemos. Ainda assim, suspeito que sim. Lamentável o esquecimento, porque foi isso mesmo: esquecimento. À semelhança do que aconteceu com Andy Murray, mas mais grave, porque o escocês perdeu logo de entrada.

É certo que Sharapova talvez não fosse a mais séria candidata ao título, até pelo dificílimo quadro que tinha, mas o seu nome nunca deveria ter sido excluído da lista. E a prova está aí.

Por fim, dizer que Ana Ivanovic terá sido, muito provavelmente (mais uma vez, não se sabe quantos votos teve Sharapova), a terceira mais votada, o que atesta a subida de valor da jovem sérvia. Acabou por perder a sua segunda final do Grand Slam, é certo, mas quer-me parecer que a teremos noutras, a muito curto prazo. Vai uma aposta?

 

publicado por Morais às 09:18
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Sábado, 26 de Janeiro de 2008

Sharapova vence Open da Austrália



Se antes deste Open da Austrália alguém perguntasse que possibilidades teria Maria Sharapova de conquistar o título, a resposta seria um quase unânime "não vai lá!". No entanto, duas semanas depois, a russa sai de Melbourne com o troféu (e o cheque de 820000€) na mão, graças a um percurso imaculado em que não cedeu um único set.

Sharapova ficou colocada numa metade de quadro fortíssima, que incluía jogadoras como Lindsay Davenport, Elena Dementieva, Justine Henin, Jelena Jankovic, Amélie Mauresmo e Serena Williams, entre outras. À excepção das duas últimas, Sharapova defrontou-as todas e não perdeu mais que quatro jogos frente a nenhuma. Impressionante!

Por fim, hoje, na partida de todas as decisões, levou de vencida Ana Ivanovic, num embate entre duas das mais belas tenistas do circuito mundial feminino. Em apenas dois parciais -7-5 e 6-3-, Sharapova superiorizou-se à sua adversária, denotando um maior à vontade nas potentes trocas de bola do fundo do court e exibindo uma destreza de movimentos nunca antes vista na russa.

Este passa a ser o terceiro título do Grand Slam constante do palmarés de Sharapova, depois das vitórias em Wimbledon'04 e no US Open'06. Quanto a Ivanovic, continua sem nenhum após duas finais disputadas (a outra foi em Roland Garros'07), mas tem potencial e não deverá tardar muito mais a conquistar o seu primeiro.

p.s.: artigo publicado no site Livre Indirecto
publicado por Morais às 14:28
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Open da Austrália - foto do dia 9




Ao ataque! Um autêntico correctivo foi o que Maria Sharapova aplicou à belga, nº1 mundial, Justine Henin. A tenista oriunda da Sibéria esteve simplesmente soberba no encontro entre ambas, dando um festival de ténis atacante muito preciso, que redundou num 6-4 e 6-0 final. Inimaginável à partida, até porque Henin vinha de um série de 32 encontros sem conhecer a derrota e já não perdia um set por 6-0 desde Maio de 2002.


publicado por Morais às 15:43
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Open da Austrália já em andamento


Imagem da renovada Rod Laver Arena, palco principal deste tornsio do Grand Slam

Começou há já alguns minutos o Open da Austrália, primeira prova do Grand Slam da temporada de 2008. Este ano com a imagem renovada, graças à mudança de piso e respectiva cor (para Plexicushion azul), e com os quadros mais fortes dos últimos anos, a prova promete ser mais emotiva e espectacular ainda. É grande a expectativa em torno da forma que apresentarão os tenistas de topo que agoram retomam a actividade e do aparecimento de alguma cara nova, potencial revelação da temporada corrente. Na prova masculina, Roger Federer é o crónico grande candidato a um título que defende, mas a concorrência é muito forte e a sua metade de quadro -inclui Djokovic, Nalbandian, Baghdatis, Berdych, Safin e Hewitt, entre outros- bem mais complicada que a do espanhol Rafael Nadal -inclui Murray, Davydenko e Roddick-, também ele favorito ao triunfo neste evento australiano. Uma questão interessante reside no facto de, pela primeira vez, Nadal poder terminar uma prova como número um mundial, dado que o suíço, líder da hierarquia masculina, defende 1000 pontos neste evento e o maiorquino apenas 250, sendo que a diferença pontual entre ambos no ranking se cifra nos 1400 pontos. Improvável, mas possível. Já na prova feminina, apesar de ser Serena Williams a detentora do título, todas as atenções estarão centradas na belga Justine Henin, ausente na edição transacta. A belga é líder incontestada do ranking feminino e, sem dúvida, a que melhores atributos apresenta para atingir a vitória final. No entanto, terá de estar muito atenta, não só a Serena como também à sua irmã Venus e, entre outras, às russas Maria Sharapova e Svetlana Kuznetsova, à regressada Lindsay Davenport (perdeu apenas um dos 17 encontros que disputou depois de ser mãe) ou às sérvias Ana Ivanovic e Jelena Jankovic. Muito e bom ténis em perspectiva para as próximas duas semanas deste evento de categoria máxima, que oferece mais de 12 milhões de euros em prémios monetários, repartidos equitativamente pelos torneios masculino e feminino.

p.s.: artigo publicada no site Livre Indirecto

publicado por Morais às 01:15
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Domingo, 13 de Janeiro de 2008

WTA - Vencedoras da semana


Henin começou a época em grande e chega ao Open da Austrália como a grande favorita à vitória final

Sydney - Medibank International'08

Justine Henin - Svetlana Kuznetsova: 4-6, 6-2 e 6-4



Daniilidou beneficiou da desistência de Vera Zvonareva para arrebatar o quinto título da sua carreira

Hobart - Moorilla International'08

Eleni Daniilidou - Vera Zvonareva: FC


Quadro final Sydney'08
Quadro final Hobart'08


publicado por Morais às 19:14
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

Quadros do Open da Austrália disponíveis

Estão já disponíveis no site Bolamarela os quadros masculino e feminino do Open da Austrália, primeiro torneio do Grand Slam da presente temporada.

 

Quadro masculino

Quadro feminino

 

Jogos em destaque

 

Masculinos

 

Roger Federer (1) - Diego Hartfield

Rafael Nadal (2) - qualifier

Novak Djokovic (3) - Benjamin Becker

Nikolay Davydenko (4) - Michael Llodra

Jo-Wilfried Tsonga - Andy Murray (9)

Ernests Gulbis - Marat Safin

Thomas Johansson - Marcos Baghdatis (15)

Nicolas Kiefer - Juan Carlos Ferrero (22)


Femininos

 

Justine Henin (1) - Aiko Nakamura

Svetlana Kuznetsova (2) - Nathalie Dechy

Jelena Jankovic (3) - Tamira Paszek

Ana Ivanovic (4) - Sorana Cirstea

Nicole Vaidisova - Ioana Raluca Olaru

Lindsay Davenport - Sara Errani

 

publicado por Morais às 09:53
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

Previsões para 2008


Foto joaolagossports.com

Na sequência do artigo publicado no "Jornal do Ténis", da autoria de Miguel Seabra, do qual tomei conhecimento através do fórum LusoTénis, decidi-me a responder também eu às perguntas feitas no "Tototénis 2008" -como o designa o autor-, que abordam algumas das grandes questões para a temporada tenística de 2008. Então, cá vai...


1. Conseguirão o país e a imprensa generalista aperceber-se realmente da importância da presença no Estoril Open de Roger Federer, uma lenda viva do desporto que já está à altura de mitos como Michael Jordan, Muhammed Ali ou Pelé?

1 (Sim)! Se há coisa que não falta ao país e à imprensa é entusiasmo por ocasião destes grandes eventos. É certo que estamos a falar de ténis e não de futebol, mas, se bem me recordo, nem o país nem a imprensa generalista passaram ao lado da Masters Cup de 2000, sendo que as pessoas acorreram em grande número ao Pavilhão Atlântico e a imprensa escrita dedicou várias páginas a cada dia do torneio.



2. Conseguirá ser gerida da melhor maneira a complicada sobreposição da eliminatória da Taça Davis face à Tunísia e o qualifying do Estoril Open?

2 (Não)! De maneira alguma isto poderá terminar como todos querem. A eliminatória da Taça Davis é muito importante e, certamente, prioritária, mas tenistas como Leonardo Tavares e Rui Machado vão, provavelmente, ficar de fora da próxima edição do Estoril Open, por não existirem wild-cards para todos.



3. Conseguirá a Federação Portuguesa de Ténis eleger um novo Director Técnico Nacional que seja mais unânime e menos polémico do que o anterior?

1 (Sim)! Independentemente das escolhas feitas, não é difícil ser menos polémico e mais unânime que Paulo Lucas, que, enquanto ocupou o cargo de DTN, esteve envolvido em assuntos que em nada prestigiam o ténis nacional.



4. Conseguirá Leonardo Tavares finalmente registar resultados dinos do seu potencial e juntar-se a Frederico Gil no top 200?

2 (Não)! Ao top-200 não me parece que Leonardo possa chegar. Tem potencial tenístico, sem dúvida, mas precisa de alguma estabilidade emocional e que as lesões não o afectem tanto como até agora. Talvez possa chegar ao top-300, mas sem se aproximar dos 200 primeiros postos do ranking. Espero enganar-me redondamente.



5. Conseguirão Michelle Brito e Gastão Elias manter o trajecto ancensional na transição em full-time para o circuito profissional?

X (Talvez). Depende aqui dos objectivos a que se propuserem e das expectativas que se criarem em torno deles. Serão certamente altos, mas há que ter em conta que, nesta primeira época mais a sério (a tempo inteiro), as dificuldades vão ser grandes. Exigência sim, mas com moderação.



6. Conseguirá Roger Federer ganhar finalmente Roland Garros e bater o recorde de títulos do Grand Slam?

X (Talvez). Começando por Roland Garros, é óbvio que tal dependerá do percurso de Nadal, o único rival a uma altura manifestamente superior em pisos de terra batida. Se este estiver efectivamente lesionado -como anunciou o seu tio- e não lhe correr de feição a temporada no pó-de-tijolo, então, Federer poderá ter uma chance. Caso contrário, duvido mesmo muito.
Em relação ao recorde de Pete Sampras em títulos do Grand Slam, estou em crer que igualará o mesmo, sem contudo, por ora, conseguir superá-lo. Na sequência do que antes disse, Roland Garros deve ser para Nadal e acredito numa surpresa em qualquer um dos outros três.



7. Conseguirá Justine Hénin tornar-se na tenista com mais títulos do Grand Slam em actividade?

1 (Sim)! Creio que só uma lesão ou uma época desastrosa poderão impedir Henin de bater o recorde de 8 títulos do Grand Slam que é pertença de Serena Williams (Henin tem 7). A belga é tão mais superior e versátil que as demais que dificilmente muitas lhe baterão o pé em 2008.



8. Conseguirá Rafael Nadal travar a deterioração da sua condição física e consequente baixa no ranking?

1 (Sim)! Uma pergunta de resposta difícil. Rafael Nadal tem um jogo muito baseado na parte física. Não é uma arma exclusiva, ou estaria longe dos lugares de topo, mas é fundamental para o seu estilo de jogo, assente na grande capacidade defensiva. Ou está efectivamente com graves problemas físicos, ou então terá apenas mais uma época como qualquer outra neste capítulo e manter-se-á em lugares cimeiros. Chegará ao fim cansado, como qualquer outro, mas pronto para 2009.



9. Conseguirão os melhores tenistas mundiais lidar com a realização do torneio olímpico numa altura complicada do calendário?

1 (Sim)! Independentemente da tradição que tem no âmbito do ténis, um torneio olímpico é sempre uma competição que todos sonham ganhar. Nadal já apontou baterias para Pequim e Federer quererá certamente ganhar o torneio para completar ainda mais o seu recheado currículo. Djokovic jogará muito pelo orgulho em representar a sérvia e com muitos outros o mesmo se passará. Se isso vai prejudicar o resto da temporada? Não sei ao certo...mas penso que não. Para esse efeito, será apenas mais um torneio no calendário preenchido de cada um...



10. Conseguirão a húngara Agnes Szavay e o letão Ernests Gulbis ser as grandes surpresas da próxima época?

X (Talvez). Este resulta de um sim e de um não. Apesar dos primeiros resultados da época apontarem numa direcção oposta, creio que Gulbis não será ainda "a revelação" e que Szavay poderá fazer muitos estragos durante a época.
Penso que é inegável que o circuito masculino é bem mais exigente do ponto de vista da afirmação de jogadores novos e ainda faltará qualquer coisa a Gulbis para ter um época regular, entre os melhores; por outro lado, Szavay parece ter as condições reunidas para atingir, talvez, o top-10 do ranking feminino: ténis fácil, agressivo e consistente.


Se quiserem apresentar as vossas, terei muito gosto em publicá-las aqui. E, mais tarde, prestarei contas ao que hoje escrevi...


publicado por Morais às 14:06
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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

ATP & WTA by numbers

 


Continuando com os dados estatísticos referentes a 2007, achei interessante adaptar e publicar estes números, divulgados no site Tennis Corner.


1º e 2º cabeças-de-série na final (6)

 

Marcos Baghdatis[2] v. Ivan Ljubicic[1] - 7-6(4), 4-6 e 6-4 (Zagreb)

Tommy Haas[2] v. Andy Roddick[1] - 6-3 e 6-2 (Memphis)

Rafael Nadal[2] v. Roger Federer[1] - 6-4 e 6-4 (Monte Carlo)

Roger Federer[1] v. Rafael Nadal[2] - 2-6, 6-2 e 6-0 (Hamburg)

Rafael Nadal[2] v. Roger Federer[1] - 6-3, 4-6, 6-3 e 6-4 (Roland Garros)

Roger Federer[1] v. R.Nadal[2] - 7-6(7), 4-6, 7-6(3), 2-6 e 6-2 (Wimbledon)

 

Finais sem cabeças-de-série (5)

 

Juan Monaco v. Alessio Di Mauro - 6-1 e 6-2 (Buenos Aires)

Ivo Karlovic v. Mariano Zabaleta - 6-4 e 6-1 (Houston)

Juan Monaco v. Gael Monfils - 7-6(3) e 6-3 (Poertschach)

Steve Darcis v. Werner Eschauer - 6-1 e 7-6(1) (Amersfoort)

Sebastien Grosjean v. Marc Gicquel - 7-6(5) e 6-4 (Lyon)

 

Finais entre compatriotas (6)

 

David Ferrer (ESP) v. Tommy Robredo (ESP) - 6-4 e 6-2 (Auckland)

David Ferrer (ESP) v. Nicolas Almagro (ESP) - 6-1 e 6-2 (Bastad)

Fabrice Santoro (FRA) v. Nicolas Mahut (FRA) - 6-4 e 6-4 (Newport)

Andy Roddick (USA) v. John Isner (USA) - 6-4 e 7-6(4) (Washington)

James Blake (USA) v. Mardy Fish (USA) - 7-5 e 6-4 (New Haven)

Sebastien Grosjean (FRA) v. Marc Gicquel (FRA) - 7-6(5) e 6-4 (Lyon)

 

Final mais "jovem"

 

Novak Djokovic (19) v. Richard Gasquet (20) - 7-6(7), 0-6 e 6-1 (Estoril)

 

Final mais "velha"

 

Carlos Moya (30) v. Andrei Pavel (33) - 6-4 e 6-2 (Umag)

 

Vencedores por idades

19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 34
4 7 6 3 4 6 12 9 5 6 2 1 1

 

Vencedor mais jovem

 

Novak Djokovic (22 de Maio de 1987) - 19 anos, 7 meses e 16 dias (Adelaide)

 

Vencedor mais velho

 

Fabrice Santoro (9 de Dezembro de 1972) - 34 anos, 7 meses e 7 dias (Newport)

 

Finalistas em singulares e pares no mesmo torneio

  • Xavier Malisse arrebatou os troféus de singulares e pares (c/Dick Norman) em Chenai
  • Novak Djokovic venceu em singulares e foi finalista em pares (c/Radek Stepanek) em Adelaide
  • Xavier Malisse venceu em singulares e pares (c/Hugo Armando)em Delray Beach
  • Rafael Nadal ganhou o evento de singulares e foi finalista em pares (c/Bartolomé Salva-Vidal) em Barcelona
  • Philipp Kohlschreiber fez a "dobradinha" em Munique (c/Mikhail Youzhny)
  • Mikhail Youzhny atingiu a final de singulares e venceu o título de pares (c/Philipp Kohlschreiber) em Munique
  • Potito Starace chegou à final de singulares e venceu em pares (c/Luis Horna) em Kitzbühel
  • Sebastien Grosjean venceu quer em singulares, quer em pares (c/Jo-Wilfried Tsonga) em Lyon

Jogador com ranking mais baixo a vencer um título ATP

 

Steve Darcis (nº297 - Amersfoort)

 

Estrearam-se a vencer... (5)

 

Gilles Simon (FRA) - 22 - Marselha

Juan Monaco (ARG) - 22 - Buenos Aires

Ivo Karlovic (CRO) - 28 - Houston

Philipp Kohlschreiber (GER) - 23 - Munique

Steve Darcis (BEL) - 23 - Amersfoort


Convidados que venceram torneios (1)


Guillermo Cañas (ARG) - 29 - Costa do Sauípe


Qualifiers vencedores de torneios (1)


Steve Darcis (BEL) - 23 - Amersfoort


Tenistas mais vezes qualificados para o Quadro Principal


Alejandro Falla (COL) - 8 vezes - SF Lyon (Melhor resultado)

Teimuraz Gabashvili (RUS) - 8 vezes - QF Memphis

Marin Cilic (CRO) - 6 vezes - SF S.Petersburgo

Paul Capdeville (CHI) - 5 vezes - RR Las Vegas

Dusan Vemic (SRB) - 5 vezes - 2ª ronda Houston

Andreas Seppi (ITA) - 5 vezes - 2ª ronda Indian Wells, Monte Carlo e Paris

Weslie Moodie (RSA) - 4 vezes - 2ª ronda Indian Wells

Alexander Waske (GER) - 4 vezes - 1ª ronda Australian Open, US Open

Oscar Hernandez (ESP) - 4 vezes - RR Viña del Mar

Pablo Andujar (ESP) - 4 vezes - 3ª ronda Barcelona

Andrei Pavel (ROM) - 4 vezes - 2ª ronda US Open

Viktor Troicki (SRB) - 4 vezes - SF Umag

Boris Pashanski (SRB) - 4 vezes - 3ª ronda Barcelona

Christophe Rochus (BEL) - 4 vezes - 2ª ronda Kitzbühel

20 qualificaram-se 3 vezes

53 qualificaram-se 2 vezes

108 qualificaram-se uma vez


Defenderam os seus títulos com sucesso... (14)


Nicolas Almagro - 1 - Valência

James Blake - 1 - New Haven

Nikolay Davydenko - 1 - Moscovo

Roger Federer - 5 - AUS Open, Wimbledon, US Open, Basileia e Xangai

Tommy Haas - 1 - Memphis

Andy Murray - 1 - San Jose

Rafael Nadal - 4 - Monte Carlo, Barcelona, Roma, Roland Garros


Semi-finais com os 4 primeiros cabeças-de-série


Memphis - Andy Roddick[1], Tommy Haas[2], Andy Murray[3], Mardy Fish[4]

Menor nº de jogos perdidos num torneio

20 - Richard Gasquet  (Mumbai)

Vencedores de torneios que não perderam um set (16)

Roger Federer - 21 ganhos - Australian Open
Luis Horna - 10 - Viña del Mar
Guillermo Cañas - 10 - Costa do Sauípe
Gilles Simon - 10 - Marselha
Tommy Haas - 10 - Memphis
Rafael Nadal - 12 - Indian Wells
Novak Djokovic - 13 - Miami
Ivo Karlovic - 8 - Houston
Rafael Nadal - 10 - Monte Carlo
Rafael Nadal - 10 - Barcelona
Tomas Berdych - 8 - Halle
Rafael Nadal - 10 - Estugarda
Carlos Moya - 10 - Umag
Richard Gasquet - 10 - Mumbai
David Ferrer - 10 - Tóquio
Nikolay Davydenko - 10 - Moscovo

Encontro com maior número de jogos (72 - Australian Open 2ª ronda)

Lukas Dlouhy v. Teimuraz Gabashvili - 6-3, 6-1, 6-7(5), 6-7(5), 16-14

Tie-break mais longo (38 pontos - Australian Open 2ª ronda)

Andy Roddick v. Jo-Wilfried Tsonga - 6-7(18), 7-6(2), 6-3, 6-3

Vitórias consecutivas

Roger Federer - 41
Rafael Nadal - 19
Roger Federer - 18
Steve Darcis - 12
Roger Federer - 11
Roger Federer - 11
Tommy Haas - 10
Novak Djokovic - 10

"Bicicletas" (Vitórias por 6-0, 6-0)


Jarkko Nieminen v. Evgueni Korolev - Miami 2ª ronda
David Ferrer v. Paul Goldstein - Barcelona 2ª ronda

Deixo também aqui o link para os últimos dados estatísticos fornecidos pelo site do ATP Tour, já em finais de Setembro de 2007.


E, dado que para apresentar-vos os dados acima tive de escrevê-los quase um por um, forneço apenas o link para os referentes ao WTA Tour. Sem ter tido oportunidade de lê-los com tanta atenção, desde logo me saltou à vista a gritante discrepância entre a quantidade de "bicicletas" aplicadas nos circuitos masculino e feminino (muito maior neste), relativo indicador da diferença de qualidade entre muitas das tenistas que compõem o circuito WTA.

publicado por Morais às 11:48
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Henin encerra época em beleza

Henin venceu os Sony Ericsson Championships, fechando em beleza a sua melhor época de sempre

Foi preciso esperar pelo último dia dos Sony Ericsson Championships para assistir a uma boa partida de ténis entre duas das melhores jogadoras do circuito WTA.

Numa final arbitrada pela portuguesa Mariana Alves, Justine Henin e Maria Sharapova fizeram jus ao seu estatuto e presentearam os espectadores presentes na Madrid Arena e os fãs espalhados um pouco por todo o mundo com um embate de excelente nível, resolvido ao cabo de 3h24m, com um 5-7, 7-5 e 6-3 a favor da belga, nº1 mundial.

Pontos de belo efeito, muita emoção e muita vontade de vencer foram os ingredientes de um encontro que excedeu as expectativas, muito por culpa de Sharapova, que deu uma réplica fantástica e demonstrou que está de volta ao seu melhor nível. Justine Henin, essa, colocou a cereja no topo do bolo que foi toda a época de 2007, na qual perdeu apenas 4 partidas das 67 que disputou.

Para o ano há mais e deste uma certeza fica: Henin está ainda bem acima das demais tenistas e será preciso muito esforço e dedicação para a tirar do poleiro que ocupa com todo o mérito.

 

Artigo retirado do site Livre Indirecto

 

publicado por Morais às 18:52
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Henin vs Sharapova

 

Sem supresa, a final dos Sony Ericsson Championships oporá a actual nº1 mundial e grande candidata ao título, Justine Henin, à ressurgida russa Maria Sharapova.

Em duas meias-finais sem grande história, Henin bateu Ana Ivanovic (duplo 6-4), mesmo sem ter jogado com a consistência que lhe é reconhecida e Sharapova desenvencilhou-se da sua compatriota Anna Chakvetadze, por duplo 6-2, numa clara demonstração de força.

Hoje, a partir das 15h, terá lugar a final mais aguardada, uma reedição da semi-final do ano tansacto, ganha por Henin. Sharapova procura vingança e a belga busca uma consolidação do seu domínio no circuito WTA. Quem levará a melhor em 2007?

 

publicado por Morais às 11:18
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Sábado, 10 de Novembro de 2007

Sony Ericsson Championships - Desilusão

 

Terminada a fase de grupos dos Sony Ericsson Championships, a sensação que fica é a de que o ténis feminino está, de certa forma, nivelado por baixo. É verdade que não é fácil jogar em Madrid, a uma altitude média de 650m, e é também certo que estamos já na recta final da temporada, mas o que é facto é que o ténis que se tem visto por aquelas bandas tem sido, salvo raras excepções, de fraca qualidade.

Sem rivais à altura, após a desistência de Serena Williams no primeiro encontro, Justine Henin tem passeado alguma da sua classe e, sem necessitar de forçar em demasia, venceu os 3 encontros que disputou no grupo amarelo, passando às meias-finais na primeira posição.

A sua adversária será a sérvia Ana Ivanovic, segunda classificada do grupo vermelho, que, ontem, sucumbiu frente a Maria Sharapova na partida que serviu para definir a primeira posição do grupo. Os parciais de 6-1 e 6-2 que o marcador final exibiu são bem elucidativos e demonstram que Sharapova, mesmo tendo estado ausente durante dois meses, não perdeu o comboio das tenistas de topo, ameaçando mesmo vir a sair de Madrid com a vitória final.

Na meia-final, a russa vai defrontar a sua compatriota Anna Chakvetadze, talvez a maior surpresa deste evento. Chakvetadze aproveitou-se da desistência de Serena Williams para marcar pontos e depois, num encontro de capital importância, frente a Jelena Jankovic, não vacilou, vencendo em três partidas e mandando a sua adversária mais cedo para casa.

Para além de Jankovic, ficaram também de fora Svetlana Kuznetsova, Daniela Hantuchova e Marion Bartoli. A primeira foi a maior desilusão da prova, não vencendo qualquer encontro de um grupo onde era a mais cotada; a segunda, deixou boa imagem, mas revelou alguma incapacidade, vencendo apenas uma Kuznetsova já muito desmotivada, depois de derrotada por Ivanovic e Sharapova; a última entrou para substituir Serena Williams e, apesar da vitória contra Jankovic, tão cedo não esquecerá o correctivo (6-0 e 6-0) que Justine Henin lhe aplicou, na única exibição verdadeiramente convincente de uma das jogadoras presentes em Madrid.

Para hoje, estão agendadas as meias-finais destes Sony Ericsson Campionships, sendo que primeiro teremos um duelo totalmente russo, entre Maria Sharapova e Anna Chakvetadze, vindo depois o mais aguardado Justine Henin vs Ana Ivanovic.

 

publicado por Morais às 14:04
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

As protagonistas

Justine Henin foi a primeira a qualificar-se para os Sony Ericsson Championships e ostenta o estatuto de cabeça-de-série nº1, tendo já assegurado o primeiro lugar do ranking mundial no final da temporada de 2007. Além disso, das tenistas presentes em Madrid, apenas Serena Williams e Svetlana Kuznetsova a bateram esta temporada, numa só ocasião, perdendo três duelos com a belga. Sem dúvida, a minha aposta para a vitória final.

 


Jelena Jankovic é, sem dúvida, uma belíssima desportista e jogadora e merece inteiramente o lugar que ocupa na hierarquia WTA. Contudo, teve o azar do seu lado, pois ficou colocada num grupo fortíssimo, sobretudo porque inclui também Justine Henin e Serena Williams. À belga nunca ganhou, em 8 encontros disputados; com Serena está empatada no frente-a-frente, mas no único duelo jogado esta temporada a vitória sorriu à norte-americana e logo por parciais bem expressivos. Na minha opinião, poderá arrancar boas exibições, mas não é favorita para a passagem às meias-finais do evento.

 

Serena Williams está de regresso aos campeonatos finais do WTA Tour. Pese embora o seu aparente desinteresse pela modalidade, Serena acabou por fazer uma bela temporada e merece claramente estar em Madrid. De todas as jogadoras presentes, apenas Justine Henin a ofuscou durante a época de 2007, tendo conseguido um ligeiro ascendente psicológico sbre a norte-americana. As vitórias em Wimbledon e no US Open (para além de Roland Garros) irritaram -e de que maneira!- Serena, que estará sedenta de vingança. Ainda assim, aposto numa passagem às meias-finais e eventual chegada à final, sempre por detrás de Justine Henin, claramente mais versátil e muito habituada a lidar com a pressão.

Uma nota final para Venus Williams, irmã mais velha de Serena, que não estará presente. Pena, porque também ela garantiu qualificação directa, sendo travada por uma lesão.

 

Anna Chakvetadze é o claro elo mais fraco do grupo vermelho. A russa qualificou-se devido a uma excelente segunda metade de temporada, mas nunca foi capaz de impor-se verdadeiramente a outras jogadoras de topo, dotadas de um jogo mais ofensivo, com grande capacidade de aceleração e maior consistência. Um pouco à semelhança de Elena Dementieva em anos anteriores, também Chakvetadze se perfila para não vencer um único encontro na fase de grupos.

 

Svetlana Kuznetsova é a mais cotada jogador do grupo amarelo. Nº2 mundial, a russa alinhou algumas excelentes prestações ao longo da época, mas raramente é tida como uma verdadeira candidata ao título em provas de elevada categoria. Num grupo que inclui Sharapova e Ivanovic, talvez venha a ter dificuldades em passar à fase seguinte, mas dependerá muito da forma em que a sua compatriota se encontrar, nesta fase de um época marcada por lesões. Para mim, ficar-se-á pela fase de grupos.

 

Ana Ivanovic é a menina bonita do ténis feminino. Simpática, elegante e dotada de excelentes dotes para a prática da modalidade, Ivanovic promete fazer furor neste evento. Bafejada pela "sorte", a tenista sérvia ficou num grupo que serve bem os seus intentos e, uma vez nas meias-finais (convicção minha), tudo será possível. A ver vamos.

 

Maria Sharapova está de regresso ao circuito. Incomodada por uma lesão no ombro, a russa optou por resguardar-se, suponho, a pensar em Madrid. Correu sérios riscos de ir apenas como suplente, mas a lesão de Venus Williams abriu-lhe as portas dos Sony Ericsson Championships. Será talvez a maior incógnita, mas arrisco uma presença nas meias-finais, repetindo a proeza do passado ano.

 

Daniela Hantuchova apurou-se em cima da recta da meta. Apesar da época muito positiva, quase nunca esteve nos grandes momentos (excepção feita a Indian Wells) e a qualificação foi muito sofrida. Chega a Madrid com a moral em alta, depois do título em Linz, mas terá sérias dificuldades em vencer partida(s) num grupo com Kuznetsova, Ivanovic e Sharapova. Ficará, arrisco eu, pela fase de grupos.

 

 

 

p.s.: texto pensado e parcialmente escrito ainda na terça-feira, mas publicado um puco fora de horas. Mantiive a opinião formada, apesar do conhecimento de alguns resultados.

 

publicado por Morais às 15:32
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